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Desde que a igualdade no casamento se tornou um tema nacional de conversa, temos ouvido muito sobre o “casamento tradicional”. Para as pessoas que são contra os gays se casarem, parece haver essa ideia de que, se pudéssemos simplesmente continuar com a mesma maneira como as pessoas se casavam nos dias antigos, tudo estaria bem com o mundo.
O problema é que a maioria de nossas suposições sobre como o casamento era no passado são erradas.
*Antes de começarmos essa lista, vale a pena lembrar que o casamento é uma coisa cultural, que muda de acordo com tradições e locais. A maioria dos itens dessa lista se concentra no mundo ocidental, porque é onde o Brasil se encontra. Devido a colonização europeia, também é essa a nossa influência. Os índios nativos da região nem sequer se casavam e muitas tribos eram poligâmicas.

5. As pessoas não se casavam super jovens

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Você já deve ter ouvido a ideia conservadora de que você deve conhecer o seu futuro esposo ainda na escola e se casar no máximo quando terminar a faculdade. Apesar das coisas estarem mudando, ainda há quem ache que ter 21 anos, mas não ter um namorado é “ficar pra titia”.
Além disso, muitos assumem que todos os nossos antepassados se casavam muito jovens. Em parte, isso é influenciado pelos famosos casamentos históricos entre a realeza.
O casamento real certamente sempre foi diferente do resto da população. Ainda crianças, príncipes e princesas praticamente já sabiam que tinham apenas dois ou três potenciais companheiros com os quais poderiam se casar. Isso porque eram geralmente usados como moeda de troca em tratados ou alianças. Assim, em torno da puberdade, fazia sentido do ponto de vista político já “empurrá-los” para alguém.
No passado, mesmo quando as pessoas se casavam jovens, muitas vezes não viviam juntas, e certamente não tinham relações sexuais por muitos anos.
Em geral, a idade de casamento na Europa Ocidental tem permanecido constante. Registros ingleses a partir de 1600 mostram que as noivas tinham entre 23 e 24 anos e os noivos 26 e 27. Quando colonos na América começaram a se casar um pouco mais jovens, isso foi considerado bastante estranho. A idade de casamento na América logo voltou para o padrão normal e, em 1890, a maioria dos casais se uniam na metade ou fim dos 20 anos novamente.
Embora tenha havido circunstâncias extremas onde crianças no final da adolescência começaram a se casar regularmente – como após a Peste Negra e na Segunda Guerra Mundial, por conta de uma dizimação da população -, em geral, as pessoas sempre tentaram adiar este compromisso ao longo da vida até que estivessem realmente prontas.

4. Os casamentos eram curtos

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Hoje em dia, o grupo demográfico com maior probabilidade de se divorciar são casais que estão juntos há mais de 30 anos. Por que é que os nossos antepassados poderiam ficar juntos por toda a vida, mas hoje as pessoas são tão determinadas a cair fora de seus relacionamentos?
Pensamento errado. As pessoas sempre caíram fora de seus relacionamentos.
Primeiro porque no passado as pessoas morriam mais cedo. Muitos casamentos não duravam mais de 4 a 12 anos, porque alguém já estava apodrecendo no chão nesse ponto. Quem sabe quantos desses casais iriam querer se divorciar depois de 30 longos anos juntos, ouvindo as mesmas histórias chatas?
Aliás, não era preciso esperar 30 anos. Casais não eram obrigados a ficar em casamentos infelizes. Não sei porque as pessoas entram em pânico sobre como o divórcio vai arruinar a sociedade, se tem sido quase sempre legal no mundo ocidental. Na Grécia e Roma antigas, o divórcio era permitido. O mais famoso divorciado de todos os tempos é Henry VIII, cuja PRIMEIRA separação (de muitas) ocorreu em 1534. John Milton, poeta inglês famoso, também escreveu quatro livros sobre como o divórcio era nos anos 1640.
Nos Estados Unidos, o censo de 1870 revelou um elevado número de divórcios. Por volta de 1920, era algo tão comum que a sociedade estava convencida de que o casamento em breve seria uma coisa do passado. E aqui estamos, quase 100 anos mais tarde, ainda querendo amarrar nossos burrinhos (mas soltá-los quando for conveniente).
No Brasil, em 1827, com a proclamação da independência e a instauração da monarquia, o casamento permaneceu sob influência direta e incisiva da Igreja. Apesar do divórcio só ter sido instituído oficialmente em 28 de junho de 1977, desde o Brasil Império (1861) a Igreja Católica foi obrigada a se flexibilizar, começando por passar a autoridade civil o ato de julgar a nulidade do casamento. Isso significa que, ainda que não houvesse o rompimento do vínculo matrimonial, desde essa época era possível a “separação de corpos”.

3. Famílias sem um pai ou mistas sempre foram normais

Father Holding Daughter's Hand
Todo esse divórcio e mortes significava que, no passado, muitas pessoas encontravam-se na faixa dos 20 e 30 anos solteiras, mas com filhos. A maioria queria se casar novamente. Por isso, famílias mistas sempre foram comuns.
Alguns historiadores pensam que padrastos e enteados eram quase mais comuns do que famílias originais no período medieval tardio. Mesmo terceiros casamentos não eram raros, e enteados eram considerados tão filhos de uma pessoa como seus próprios entes biológicos. Isso não significa que todos os novos casamentos eram rosas, claro. A ideia da “madrasta má” remonta a, pelo menos, Roma Antiga.
E, se os montes de viúvos não escolhessem casar de novo, criavam seus filhos sozinhos. Outro problema supostamente “moderno” que vai arruinar a próxima geração – pais solteiros – é na verdade algo que sempre existiu.
Os gays são os principais alvos dessa ideia ridícula de que todas as crianças precisam ser criadas por uma mãe e um pai ou de alguma forma vão se ferrar. De acordo com estes argumentos, os viúvos deveriam ser obrigados a se casar novamente. Aliás, de acordo com esse pensamento, muitos de nossos antepassados foram ferrados. Nos velhos tempos, você poderia considerar-se sortudo se atingisse a idade adulta com ambos os pais ainda vivos. Mesmo em 1900, um quarto das crianças perdia um pai antes de completar 15.

2. Procriação nunca foi o único objetivo do casamento

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Um dos argumentos das pessoas que são anti-casamento gay é que o casamento serve apenas para o propósito de ter filhos. Desde que leva um óvulo e um espermatozoide para fazer um bebê, a conclusão dessas incríveis mentes é de que o único tipo aceitável de casamento é entre um homem e uma mulher.
Pessoas muito mais inteligentes têm apontado o quão ridículo é esse argumento. E casais em que um dos parceiros é infértil? Ou casais em que a mulher passou pela menopausa? Esses casamentos também são totalmente inválidos?
Aliás, mesmo em casamento entre homens e mulheres totalmente férteis, os casais têm tentado impedir a vinda de bebês desde a aurora dos tempos.
Na Idade Média, alguns levavam isso ao extremo. Homens e mulheres católicas podiam entrar em “casamentos josefitas” onde viviam juntos como marido e mulher, mas nunca faziam sexo.
E aqueles que queriam fazer sexo sempre buscaram alguma forma de controle de natalidade. Nos casos mais tristes e extremos de um passado sem muitas tecnologias nessa área, esse controle envolvia “acidentalmente” matar um bebê recém-nascido.
Conforme a passagem do tempo, as famílias foram tendo cada vez menos filhos (ou até mesmo nenhum) e o planejamento familiar foi se tornando muito importante – visto que ninguém parou de fazer sexo.
Enquanto países mais desenvolvidos como os EUA e grande parte do mundo ocidental já tinham decidido diminuir consideravelmente o tamanho de suas famílias em 1860, o Brasil demorou um pouco mais para ver essa mudança. Suas grandes transformações sociais ocorreram no século XX. Antes de 1970, o número médio de filhos por mulher estava acima de 6, mas depois caiu para menos de 2 filhos.
De qualquer forma, não significa que só recentemente os casais pararam de ter como objetivo principal procriar – só significa que agora temos melhores meios de controlar ou impedir nascimentos indesejados, e conforme a população fica ciente desses meios, escolhe se prevenir.

1. Casamento gay sempre existiu

casamento tradicional 1
Ser gay não é uma nova moda. Os gays sempre existiram e se relacionaram, mesmo que não tivessem se casado ou você nunca os tivesse visto antes.
O casamento gay não era incomum na Roma Antiga; o imperador Nero casou publicamente pelo menos dois homens. Durante a dinastia Ming na China, não era incomum que homens mais velhos se casassem com homens jovens e os trouxessem para suas famílias como “genros oficiais”.
Enquanto o cristianismo sempre desaprovou o casamento de homens, no passado haviam maneiras de contornar esse tabu. A Igreja Ortodoxa e Católica ambas permitiam uma espécie de “união de irmãos” em que dois homens solteiros (totalmente héteros, claro, uhum) participavam de uma cerimônia oficial dizendo a todos como eram bons amigos e iriam viver e orar juntos, de uma forma totalmente decente.
As mulheres solteiras que viviam juntas sempre foram mais aceitas, mas isso não significa que tentavam esconder sua relação. No final de 1800, algumas relações entre mulheres eram chamadas de “casamentos de Boston” nos EUA. Em pelo menos um caso, Sylvia Drake e Caridade Bryant foram consideradas uma “família” sob a lei para fins fiscais. Na Espanha, em 1901, Elisa Sanchez Loriga fingiu ser um homem para se casar com Marcela Gracia Ibeas. Apesar disso, depois que foram descobertas, seu casamento não foi anulado.
Ou seja, por mais que você queira dizer que o casamento gay é impensável, a verdade é que as pessoas só começaram a se incomodar com isso no passado recente (na mesma época em que adquiriram gosto por controlar a vida dos outros e o que eles fazem na cama, mesmo não tendo nada a ver com isso). [Cracked, UFRJ, JusBrasil]

Fonte: Hypescience
casamento gay mapa mundo
No final da semana passada, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos fez com que o país norte-americano se tornasse o 23º do mundo a reconhecer o casamento homossexual como legal em todo seu território. (Isto é, se a gente considerar o Reino Unido, onde o casamento gay é legal em todos os lugares, exceto na Irlanda do Norte.)

Mapa mundial do casamento gay

O parlamento holandês legalizou o casamento gay na Holanda em 2000, mas a maioria dos outros 19 países desta lista só seguiram esse incrível exemplo nos últimos anos. A Irlanda, em 2015, foi o primeiro país a legalizar o casamento gay através de uma votação popular.

A lista abaixo foi compilada pelo Centro de Pesquisas Pew e está em ordem alfabética, relacionando os países e o ano em que o casamento gay foi reconhecido legalmente.

País/ ano em que o casamento gay foi legalizado

  1. Argentina – 2010
  2. Bélgica – 2003
  3. Brasil – 2013
  4. Canadá – 2005
  5. Dinamarca – 2012
  6. Inglaterra (Reino Unido) – 2013
  7. Finlândia – 2015
  8. França – 2013
  9. Guiana Francesa – 2013
  10. Groenlândia – 2015
  11. Islândia – 2010
  12. Irlanda – 2015
  13. Luxemburgo – 2014
  14. México – 2015
  15. Países Baixos – 2000
  16. Nova Zelândia – 2013
  17. Noruega – 2009
  18. Portugal – 2010
  19. Escócia (Reino Unido) – 2014
  20. África do Sul – 2006
  21. Espanha – 2005
  22. Suécia – 2009
  23. Estados Unidos – 2015
  24. Uruguai – 2013
  25. País de Gales (Reino Unido) – 2013
No México, a Suprema Corte decidiu que as leis locais que proíbam o casamento entre homossexuais eram inconstitucionais. Embora a decisão não ataque automaticamente essas leis, casais gays podem exigir seus direitos, e fazer com que os tribunais inferiores sejam obrigados a conceder a união. É uma área cinzenta na constituição do país, mas os ativistas ainda defendem que o casamento gay seja considerado legal em todo o país.[qz]

Fonte: Hypescience
Introdução

Crimes aterrorizantes ocorrem com alta frequência em nossa sociedade, crimes estes com altíssimo grau de frieza, crueldade e dissimulação de seus agentes. Na grande maioria dos casos esses crimes são cometidos por pessoas de frieza sem medidas, e que não apresentam sinais de arrependimento ou remorso ante ao cometimento dos atos, são os denominados psicopatas.
Entender as razões que levam o indivíduo a praticar delitos traçando uma detalhada análise de sua personalidade e de seu convívio em sociedade é fundamental para a aplicação da Lei Penal. É desta forma que os aplicadores do Direito poderão nortear suas decisões, juntando a tais análises,provas materiais para que se possa dar condenação ou absolver alguém e, até mesmo, definir a que regime deve o agente de determinado crime ser submetido.
A psicopatia é definida pela psicologia como um distúrbio de personalidade em que as principais características são: a falta de empatia, incapacidade de lealdade com outros indivíduos, falta de valores sociais e de grupo, ausência de sentimentos genuínos como remorso, gratidão, frieza e total insensibilidade com sentimentos alheios. Pessoas definidas como psicopatas apresentam essas características aliadas a uma personalidade muito forte, são impulsivos, irresponsáveis, egocêntricos, incapazes de sentirem culpados além de apresentar extrema facilidade para mentir.
O presente estudo relaciona a análise da psicopatia sob o ponto de vista psicológico-moral e jurídico, tendo por escopo tratar sobre a responsabilização do psicopata por suas condutas no ordenamento jurídico brasileiro. A mente humana é estudada como forma de imputação ou não do indivíduo. É indiscutível a importância da conexão entre o Direito e a Psicologia no que tange este assunto, já que as duas ciências estarão intimamente ligadas tendo como objetivo principal trazer a harmonia na sociedade, não só afastando dela pessoas que poderiam prejudicá-la, como também dando a essas pessoas tratamento devido de seu distúrbio psicológico.

1 O psicopata e a psicopatia
1.1  Breve Histórico
Quando pensamos em psicopatas na história, vem em nossas mentes personagens como Adolf Hitler, Sadam Hussein, Charles Manson,etc. Todavia, é um completo engano atribuir levianamente a eles a alcunha de psicopatas, por terem sido assassinos frios e lunáticos.A psicopatia abrange muito mais que a imagem sensacionalista que mídias tentam nos impor.
Historicamente, o termo “psicopata” foi utilizado para descrever uma série de comportamentos que eram considerados moralmente repugnantes. As características da psicopatia remontam á época de Teofrasto, aluno de Aristóteles, o qual apresentava características dos psicopatas modernos, como boa lábia e loquacidade.
No final do século XVIII alguns filósofos e psiquiatras passaram a discutir com mais afinco a psicopatia. Eles passaram a estudar a relação do livre arbítrio e das transgressões morais, questionando se alguns perpetradores seriam capazes de entender nas consequências de seus atos. Philippe Pinel, em 1801, foi o primeiro a notar que alguns de seus pacientes envolvidos em atos impulsivos e autodestrutivos,tinham sua habilidade de raciocínio intacta e completa consciência da irracionalidade que estavam fazendo. A esse fenômeno, deu-se à época o nome de “maniesans delire”, ou insanidade sem delírio. Foi com Pinel que surgiu a possibilidade de existir um indivíduo insano, mas sem qualquer confusão mental.
Em 1909, K. Birnbaum, trouxe o termo “sociopata” como o mais apto para designar estes casos. Mas para eles os criminosos eram fruto do ambiente social em que estavam inseridos.
Harvey Cleckley, em 1941, tornou-se o mais importante autor a escrever sobre o tema, com a obra “Thamaskofsanity”. Ele traz que os psicopatas não são necessariamente criminosos, mas sim indivíduos que possuem certas características (emoções superficiais, falta de sentimento de culpa, grande capacidade de convencimento, etc) podendo ser políticos, homens de negócios ou, até mesmo, psiquiatras.
O método utilizado para indicar o diagnóstico da psicopatia foi criado em 1952 e foi chamado “Diagnosticandstatiscal manual of mental disorder”ou “DSM”. Criado pela Associação Americana de Psiquiatria foi aperfeiçoado ao longo do tempo, diagnosticando com transtorno de personalidade antissocial uma pessoa que apresentasse no mínimo três das características elencadas em um teste feito a partir dos 15 anos de idade.

1.2  A Psicopatia 
No dicionário, psicopatia é o nome dado a todas as doenças mentais. É uma anormalidade congênita da personalidade, sobretudo nas esferas afetiva, volitiva e instintiva, podendo os indivíduos que sofrem desse mal terem suas faculdades intelectuais normais.
Para os médicos psiquiatras, a psicopatia não é uma doença mental tampouco os psicopatas não são denominados loucos, haja vista não apresentarem características convencionais dos portadores de personalidade antissocial tais como: desorientação ou qualquer tipo de perda da consciência, delírios ou alucinações, sofrimento mental ou emocional, etc. Pelo contrário, os chamados psicopatas são pessoas que se relacionam extremamente bem, são articulados e convincentes em suas falas e possuem um raciocínio frio e calculista que se alia a uma incapacidade de tratar as pessoas que os rodeiam como seres humanos pensantese portadores de vontade própria.
A psicopatia pode ser reconhecida ainda na infância ou na adolescência, em especial antes dos 15 anos de idade, que é quando as características deste distúrbio se tornam mais evidentes. A infância de pessoas psicopatas tem algumas características em comum, como: isolamento social e familiar, baixa autoestima, problemas relativos ao sono, pesadelos constantes, acessos de raiva exagerados, mentiras crônicas, fugas, roubos, masturbação compulsiva, abuso sádico a animais e outras crianças, etc. Esse transtorno, continua por toda a vida adulta, é muito mais frequente nos homens, que nas mulheres, atingindo, nos dias atuais, cerca de 4% da população mundial.

1.3  Características de um psicopata homicida
Durante toda a infância, os psicopatas apresentam características iguais. Na adolescência essas características tem dois caminhos, elas desaparecem ou se agravam, tendo seu ápice aos 18 anos, onde os atributos se tornam mais frequentes.
Tais sinais são: mentiras sistemáticas; desconsideração pelos sentimentos alheios, habilidade para manipular pessoas e comandar grupos, egoísmo exacerbado, ausência de sentimentos afetuosos, inteligência acima da média, impulsividade, amoralidade, intolerância a frustações, total incapacidade de aprender com punições ou experiências, falta do sentimento de culpa ou arrependimento.
Um psicopata é uma pessoa com inteligência acima da média, eles têm perspicácia aguçada e altíssima capacidade de conseguirem o que querem por meio da sedução e do convencimento. Os psicopatas são incapazes de sentir compaixão por outras pessoas, tendo emoções superficiais. Contudo, engana-se quem pensa que um psicopata é uma pessoa que não demonstra afeto. Pelo contrário, eles são inteiramente capazes de demonstrar amizade, consideração, carinho, pois aprenderam a imitar as pessoas normais, a se fazerem de ingênuos e inocentes. Adquirem facilmente a simpatia e o carisma das pessoas, mas tudo isso é teatral, falso, superficial, apenas um meio, como a mentira e a capacidade de sedução, do qual ele se utiliza para atrair e manipular sua vitima.
Um psicopata vê suas vítimas como objetos os quais ele utiliza para satisfazer seus próprios prazeres. O amor próprio desses indivíduos é muito elevado e a vontade deles vem sempre em primeiro lugar. Eles não se preocupam com o que é moral ou amoral, para eles os fins justificam os meios. São capazes de situações extremas para conseguirem o que querem.

2.O psicopata e o direito civil
2.1 Capacidade Civil
A capacidade civil traz a pessoa natural liberdade e aptidão para contrair obrigações e exercer seus respectivos direitos, conforme estabelecido no artigo primeiro do Código Civil.
A capacidade pode ser ligada ao direito, ou ao exercício ou ação. A capacidade de direito, limita-se ou não, na aptidão da pessoa para contrair direitos bem como obrigações ao qual se demanda. A capacidade de exercício ou de fato, é a capacidade de exercer plenamente os atos da vida civil.
No direito brasileiro, todas as pessoas adquirem capacidade de direito a partir do nascimento com vida, mas a capacidade de exercício pode se restringir, sendo assim, todos nós adquirimos capacidade de direitos, mas nem sempre é possível exercer os atos da vida em sociedade. No nosso ordenamento jurídico, a capacidade é a regra, e a incapacidade a exceção, sendo dividida em dois grupos, a incapacidade absoluta e a relativa, ambas regulamentadas no Código Civil Brasileiro.
A incapacidade absoluta restringe ao poder de exercer pessoalmente os atos da vida civil, como por exemplo, os menores de dezesseis anos e aqueles que por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos, dentre outras restrições, conforme preceitua o Código Civil no artigo terceiro.
No que tange a incapacidade relativa, as pessoas podem exercer os atos da vida civil, desde que assistidos por seus responsáveis, disposição regulamentada no Código Civil, no artigo quarto.
O artigo terceiro, no inciso segundo dispõe que aqueles que por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil, são considerados incapazes absolutamente. Diante disso, podemos afirmar que os psicopatas, são pessoas absolutamente incapazes, apesar de saberem da ilicitude de sua conduta, mas que por motivos de sanidade mental, não conseguem discernir, de forma contrária, sobre a prática de seus atos, agindo de forma que aterroriza a sociedade.
Para o direito civil, é necessário fazer a distinção de uma pessoa capaz e uma incapaz, e ainda distinguir se é relativamente ou absolutamente incapaz. A incapacidade absoluta determina algumas sanções, como por exemplo, a anulação de atos jurídicos e a necessidade de alguém para administrar seus bens, dentre outras, o que evita a possibilidade de gerar danos à terceiros, bem como ao próprio agente, mas também a responsabilização por esses respectivos danos.
Preceitua Gonçalves:
Assim, se declarado incapaz, os atos praticados pelo privado de discernimento serão nulos, não se aceitando a tentativa de demonstrar que, naquele momento, encontrava-se lúcido. É que a incapacidade mental é considerada um estado permanente e contínuo.(GONÇALVES, 2010, p. 121)
2.2 Da interdição 
A interdição civil é um procedimento, por via judicial, que declara incapaz e extingue a capacidade dos atos jurídicos, inclusive os atos considerados ilícitos, de pessoa, que comprovada incapacidade, não tem como discernir sobre sua vida em sociedade, bem como administrar seus bens, ou dos atos relativos a terceiros.
A interdição é um procedimento judicial que, prevista no Código Civil, nos artigos . 1.177 e seguintes, é necessária fazer-se por escritura pública e deve ser publicada. A determinação que atesta a necessidade da interdição é de natureza declaratória e sua eficácia éerga omnes, sendo nulo qualquer ato praticado pelo enfermo ou deficiente mental.
A interdição pode ser requerida pelos pais, pelo cônjuge, curador, ou qualquer parente, ou ainda, pelo Ministério Público, assim disposto no artigo 1.768 do Código Civil.

3 O psicopata e o direito penal
3.1 A (in) imputabilidade penal e o psicopata
Entende-se como responsabilidade penal o dever jurídico que o individuo tem de responder pelos seus atos. E tido com importável aquele em quem pode recair as penalidades legais, a ele é aplicada uma pena de caráter pessoal e intransferível que não pode passar da pessoa do agente, e tem o condão de restaurar a ordem social, e ainda é dotada de função pedagógica.
Para que alguém seja penalmente punível é preciso que ele tenha praticado algum crime, ter tido no momento da consumação do ilícito o entendimento do caráter ilegal da conduta e ter sido livre para escolher praticar ou não o fato típico.
No caso dos psicopatas pode-se verificar que tais indivíduos sofrem de um déficit emocional, falta de afetividade e ausência de empatia. Esses sentimentos são crucias para a formação do chamado “julgamento moral”, que utiliza a razão e a emoção para discernir o certo do errado. Na figura do psicopata então, faltaria o entendimento, ainda que parcial, do caráter criminoso da ação, já que para ele a visão do licito e do ilícito estaria, de forma patológica, distorcida. Enquadra-se, portanto nos critérios da semi-imputabilidade.
No sistema penal brasileiro é difícil, se não impossível, enquadrar o portador da psicopatia na imputabilidade ou semi-imputabilidade, haja vista que o artigo 26 do código penal elenca apenas transtornos mentais, desenvolvimento mental incompleto ou retardado. Do supracitado artigo lê-se:
Art. 26 do CP -É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
No entanto, a maioria dos psicopatas, para não dizer quase todos, é composta por pessoas de brilhante capacidade cognitiva e de desenvolvimento mental completo. Porem o artigo 59 do código penal pátrio confere ao juiz a prerrogativa de analisar o potencial de compreensão da realidade que tem o réu.
Fica o acalorado debate para a doutrina; seria o juiz capaz de fazer tal análise do perfil psíquico do réu? Para alguns doutrinadores a resposta é negativa, pois o diagnostico psicossocial do autor é em demasia complexo para o órgão monocrático. Resta então esta tarefa para psicólogos e psiquiatras forense detentores do devido conhecimento técnico.

3.2 Do exame de sanidade mental e sua importância
Tal exame se fosse realizado no Brasil seria de fundamental proveito, pois quando são julgados os psicopatas patológicos esses são enviados para o sistema prisional comum onde podem influenciar outros detentos recompráveis. Além do mais, não é dispensado a estes criminosos qualquer tratamento que possa atenuar seu distúrbio psíquico.
Esse exame de sanidade mental não pode ser ordenado nem por delegado de policia cientifica, nem pelo promotor de justiça e nem tão pouco pelo juiz da causa. Ele tem que ser requerido pelas partes que movimentam o processo com o objetivo de verificar qual a real capacidade do réu de entender o caráter ilícito de sua conduta. Cabe ao juiz apenas deferir ou indeferir o pedido do exame, se ordenado, valerá este por toda instrução processual, se indeferido o juiz devera fundamentar sua decisão.
Para atestar a sanidade mental do individuo é necessário levantar vários quesitos a serem respondidos. Dentre eles temos que os peritos devem levantar o histórico familiar, social e psicossocial do individuo, além de realizarem exames somatopsiquicos e eletroencefalograma do mesmo, deve-se saber se o réu-paciente demonstra transtornos de personalidade e ou distúrbios de consciência e um indicativo das prováveis causas destes distúrbios.

3.3 Da imputabilidade
No ordenamento nacional um dos grandes desafios é classificar o individuo como imputáveis ou não, mesmo com a clara definição dada pelo código penal.         ilustre doutrinador Fernando Capez tem conceituado em sua obra que:
(...) é a capacidade de entender o caráter ilícito e de determina-se de acordo com este entendimento. O agente deve ter condições físicas, psicológicas e morais de saber que está realizando um ilícito penal. Mas não é só isso. Além dessa capacidade plena de entendimento, Deve ter totais condições de controle sob sua vontade. (CAPEZ, 2010, p. 331)
Para a legislação atual inimputabilidade não pode ser presumida ela tem que ser comprovada pelos meio técnicos cabíveis.
No entanto, a psicopatia no Brasil o psicopata é tido como semi-imputável, isso quando o réu é reconhecidamente portador de tal moléstia, porque se acredita que ele é capaz de entender o caratê ilícito de sua conduta, mas não é capaz de ver mal em um ato manifestamente criminoso.
Lado outro, se o psicopata patológico é incapaz de perceber o caráter destrutivo de sua conduta por critérios emocionais, ele poderia, em tese, perceber sua ilicitude pelo critério racional e assim ser totalmente imputável.  Mas não é o que pensam os tribunais que já decidiram:
Ementa: PENAL E PROCESSO PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. USO DE ARMA DE FOGO. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. CIRCUNSTANCIAS JUDICIAIS. PREPONDERÂNCIA DA MENORIDADE RELATIVA. RÉU SEMI-IMPUTÁVEL. PERICULOSIDADE COMPROVADA. OPÇÃO PELA MEDIDA DE SEGURANÇA. 1. NÃO SE JUSTIFICA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE MUITO ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO LEGAL, SE APENAS UMA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FOI CONSIDERADA EM DESFAVOR DO RÉU. 2. As MENORIDADES RELATIVAS, QUE CONDIZ COM A PERSONALIDADE DO AGENTE, PREPONDERA SOBRE QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE, MESMO A REINCIDÊNCIA. 3. TRATANDO-SE DE RÉU SEMI-IMPUTÁVEL, PODE O JUIZ OPTAR ENTRE A REDUÇÃO DA PENA (ART.26 , PARÁGRAFO ÚNICO , CP) OU APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA, NA FORMA DO ART. 98 , DO CP . 4. CONFIRMADO, POR LAUDO PSIQUIÁTRICO, SER O RÉU PORTADOR DE PSICOPATIA EM GRAU EXTREMO, DE ELEVADA PERICULOSIDADE E QUE NECESSITA DE ESPECIAL TRATAMENTO CURATIVO, CABÍVEL A MEDIDA DE SEGURANÇA CONSISTENTE EM INTERNAÇÃO, PELO PRAZO MÍNIMO DE 3 ANOS. 5. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. TJ-DF - APR APR 992433020098070001 DF 0099243-30.2009.807.0001 (TJ-DF) Data de publicação: 28/03/2012
Sendo considerado semi-imputável o réu psicopata normalmente sofre medidas de segurança, que consiste no cumprimento de ”pena” em hospital de custodia e tratamento psiquiátrico. No entanto tais medidas são impopulares em casos de grande clamor social e criminoso manifestamente portador da psicopatia são condenados como transgressores comuns, como é o famoso caso de Suzane Louise VonRichthofen.
Ao contrário do que a sociedade pensa, a medida de segurança pode ser permanente e duradoura, uma vez que é aplicável conforme a sanidade mental e o grau de periculosidade do agente.
Considerações finais
Percebeu-se pelo presente estudo que a psicopatia assume destacado papel nas síndromes psicológicas, afetando o discernimento daqueles que dela sofrem. Os psicopatas, sobretudo, não têm consideração aos sentimentos alheios para conseguirem o que anseiam. Esses indivíduos cometem os mais absurdos crimes simplesmente para satisfazer um prazer interior. Agem com impulsividade. Têm consciência que seus atos causam dano às outras pessoas, mas não tem em si qualquer sentimento de remorso ou culpa desde que se sintam realizados.  
Diante do exposto, a incapacidade absoluta, cominada aos psicopatas, como exceção no Direito Civil, é declarada através da interdição, que deve ser proposta judicialmente, devendo quem requerer provar a sua legitimidade, mencionando os fatos e fundamentos para que seja válida, uma vez que atesta a nulidade dos atos do agente, bem como o exime de responsabilidade. A interdição tem efeitos erga omnes, e deve ser registrada em cartório, devendo ainda ser publicada.
À luz do direito penal vimos que, no ordenamento jurídico pátrio, o psicopata é considerado semi-imputável. No entanto, na maioria dos casos, o portador de tal síndrome costuma ser julgado e condenado como um criminoso comum. São raros os casos em que é determinado o exame de sanidade, pois crimes de homicídio, os que normalmente envolvem psicopatas, costumam gerar grande clamor social e uma medida de segurança não seria amplamente aceita.

Referências
CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal: parte geral. 14. ed. São Paulo, 2010
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituição/Constitui%C3%A7ao.htm>. Acesso em: 06 nov. 2013
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 1987
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume I: parte geral. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
JESUS, Damásio Evangelista de. Direito Penal: parte geral. 31. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
NUCCI, Guilherme de Sousa. Manual de Direito Penal: parte geral, parte especial. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006.
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TOURINHO, F.C.F.Processo Penal30.ed, São Paulo: 2008
viver fora da terra
Susana Zanello é uma especialista de adaptação humana à vida no espaço. Por isso, esta renomada cientista compartilhou alguns de seus pontos de vista sobre a sua pesquisa, que envolve detalhes sobre exploração do espaço, futuras viagens a Marte e muito mais.

Como viagens espaciais afetam o corpo humano?

Viagens espaciais afetam o corpo humano de muitas maneiras – e muito mais do que pensamos. Tanto que existem profissionais, como Susana Zanello, que são especializados nesses efeitos. Bióloga, ela trabalha para a “Ciências da Vida” em Houston, uma instituição que apoia o trabalho da NASA. Sua missão é investigar a adaptação humana à vida no espaço, identificar os riscos envolvidos e desenvolver contramedidas para preservar a saúde dos astronautas quando eles vão em missões de exploração espacial.
Depois de muitos estudos e pesquisas, ela relacionou algumas consequências para o corpo humano que deixam bem claro que viver fora da Terra é muito mais difícil do que parece.

1. A microgravidade complica tudo

É um enorme desafio viver fora da Terra. Com a evolução, a vida tem realmente se adaptado para estar neste planeta. No espaço, um dos principais riscos vem da microgravidade – ou a ausência de gravidade.
Uma consequência é a perda de densidade mineral óssea. Lá, você simplesmente não tem que lutar constantemente contra a força da gravidade, o que fazemos de forma natural aqui na Terra. Assim, não há mais necessidade de um esqueleto para nos sustentar.
O corpo humano, então, começa a se adaptar ao ambiente reduzindo a densidade de matriz óssea, processando o cálcio de forma diferente. Isto leva a uma perda de força nos ossos, o que consequentemente aumenta o risco de fraturas quando a pessoa volta para a Terra, bem como o de desenvolvimento de pedras nos rins.

2. A radiação cósmica complica tudo

A radiação cósmica é outro risco crítico da exploração espacial. O campo magnético da Terra é uma proteção muito eficaz para evitar que a maioria das partículas de alta energia atinja a superfície do nosso planeta. Fora dos cinturões de Van Allen, ou também em outros planetas, somos constantemente bombardeados por fortes prótons solares e raios cósmicos galácticos. Há uma grande evidência de que estes podem atravessar todo o nosso corpo e inclusive afetar o nosso DNA. Assim, a longo prazo, todos os riscos associados a essas alterações, como o câncer, podem fazer um grande mal aos astronautas.

3. Viver fora do espaço prejudica a nossa visão

No início de 2000, os cientistas começaram a observar uma degradação na acuidade visual dos astronautas depois que eles passavam muito tempo na Estação Espacial Internacional. Após mais pesquisas, verificou-se um achatamento no globo ocular e um espessamento da parte posterior do olho, no início do nervo óptico.
Fora isso, cerca de 60% dos astronautas experimentam perda de visão, que inclusive pode ser irreversível em certos casos. Tanto que a visão é considerada como um risco para a saúde de alta prioridade pela NASA.

O que provoca esta perda de visão?

Os pesquisadores acreditam que isso acontece por causa de uma mudança dos fluidos dentro do corpo.
Na Terra, os líquidos tendem a ir para baixo em nossas pernas. Seu movimento e válvulas em nossas veias das pernas, então, ajudam a bombear o sangue de volta ao coração. Na microgravidade, este sistema não é mais necessário, e então o fluido é bombeado para a cabeça. Isto leva aos típicos inchaços no rosto e pés de galinha que os astronautas têm, mas, também, possivelmente, ao aumento da pressão intracraniana.
Os cientistas acreditam que, quando a pressão cerebral aumenta, a pressão por trás dos olhos é alterada, impactando a capacidade visual.

4. Viver fora da Terra afeta os humanos em um nível molecular

Há sinais fisiológicos de adaptação que podem ser observados, mas também há alguns subjacentes a um nível molecular. Os genes podem ser expressos de forma diferente no espaço, levando a mudanças fisiológicas específicas.
Os estudos de Susana Zanello procuram responder a essas perguntas. Mas, novamente, há uma série de limitações para a realização de experimentos no espaço.
Comumente, os astronautas vivem lá por seis meses, e agora dois dos voluntários da pesquisa estão participando de uma missão de um ano. Mas quando estamos falando sobre ir para outros destinos, como Marte, isso significa missões muito mais longas.
Para saber o que poderia acontecer em tais viagens, Susana Zanello afirma que teríamos que realizar experiências não só na Estação Espacial, mas também em plataformas que simulem, em certa medida, as condições do espaço.

5. O psicológico não ajuda

Uma missão até Marte, por exemplo, é estimada em três anos. O primeiro risco, então, é psicológico. Para medi-lo, os cientistas teriam que levar em conta a duração, o afastamento, o isolamento, o confinamento com um número limitado de pessoas, o estresse de uma alta carga de trabalho e a pressão de ser bem sucedido.
Agora, quando um astronauta chega em Marte, há uma coisa boa: você tem gravidade parcial. Os seus ossos serão imediatamente estimulados e isso vai reduzir a taxa de perda de densidade. Porém, mais uma vez, astronautas serão confrontados com os riscos da radiação de alta energia, para não mencionar um clima severo, a grande quantidade de poeira e a necessidade de uma boa nutrição, entre muitos outros fatores.

6. Os outros planetas não têm dias de 24 horas

Os pesquisadores estão começando a considerar nossa chegada a objetos mais distantes, como o satélite de Júpiter, Europa, onde foi encontrado água. Mas isso é muito mais longe que Marte! Ou seja… É praticamente uma missão impossível com a tecnologia que temos disponível hoje.
Além disso, acredite ou não, apesar de Marte parece inóspito, ele é um planeta completamente amigável em comparação com os outros que conhecemos.
O seu tamanho e padrão de rotação são semelhantes aos da Terra. Portanto, um dia é de quase 24 horas de duração. E isso é uma grande coisa para os seres humanos, pois a vida evoluiu para caber em tais condições. Viver em um planeta com um dia de 10 horas, por exemplo, provocaria muitos outros efeitos adversos ao corpo.

Estamos muito adaptados às condições da Terra para sobreviver em outro lugar no espaço?

Experiências mostram que somos capazes de nos adaptar a condições bastante adversas. Se algum dia você já assistiu ao programa “Pelados e Largados”, sabe bem que é verdade – pelo menos em certa medida.
Mas também precisamos considerar que, em novos ambientes, existem riscos que desconhecemos. A coisa mais importante é definir com muita precisão os níveis aceitáveis de tais riscos.
Além disso, não podemos ignorar a ganância humana para a exploração de territórios extraterrestres. Mesmo com um alto nível de risco, eu aposto que sempre haverá alguém pronto para aceitar o desafio. [Phys]

Fonte: Hypescience
Nós somos os arquitetos de nossa própria personalidade – pelo menos, aprendemos a acreditar nisso porque nossas mães nos ensinaram assim.
Mas a verdade é que não temos muito controle sobre o nosso comportamento e nossas percepções do mundo. Várias teorias psicológicas sugerem que nossas personalidades, nossas progressões de pensamento e até mesmo os nossos sentimentos são o produto de processos corporais descontrolados.
Será que isso significa que somos na verdade robôs estúpidos levados a pensar que temos controle sobre nosso comportamento?
Provavelmente.

10. Memória explícita e implícita

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Quando pensamos na nossa própria memória, normalmente a vemos como algo que foi conscientemente construído, como uma lista de ideias decoradas. Esta memória, da qual estamos cientes, é chamada de memória explícita.
Mas ela não é a única. Os seres humanos têm memórias de coisas que simplesmente não podem se lembrar. É a chamada memória implícita.
A memória implícita é inconsciente, e não exige memorização deliberada. Estamos real e completamente inconscientes dela. Ainda assim, ela desempenha um papel importante no controle de nosso comportamento.
Quando criança, por exemplo, você pode ter tido uma tradição de ir ao cinema e pedir pipoca. Só que você não pode nem mesmo ter gostado muito de pipoca; apenas associou uma experiência tão agradável a ela, de forma que sua memória implícita prolonga o prazer de seus sentimentos por pipoca.
Psicólogos, por vezes, associam esta tendência a um comportamento impulsivo. Mesmo quando você é adulto, em vez de degustar o simples prazer do sabor da pipoca, você inconscientemente experimenta uma ligação fisiológica com uma infância feliz.

9. A questão do gênero

teoria psicologica 9
A sociedade tem basicamente imposto uma distinção entre os sexos por volta da idade de três anos. Mas a pergunta de um milhão de dólares é se atributos de gênero são determinados pela biologia, ou construídos através dos nossos ambientes sociais.
O debate da natureza vs. ambiente social desperta uma longa polêmica na comunidade psicológica, mas o consenso agora parece ser que a nossa personalidade depende de uma mistura dos dois.
Nós somos obviamente influenciados por papéis de gênero socialmente construídos – creio que essa não é uma grande novidade. As meninas têm que brincar com bonecas Barbie e meninos com Lego e carrinhos. As roupas das meninas são cor-de-rosa, as roupas dos meninos são azuis. E quem usar trocado está fazendo “errado”, ou ganha um rótulo precoce relacionado à sua sexualidade.
Mas, apesar de nossos ambientes sociais nos incentivarem para os caminhos ditos como “certos”, é ainda claro que a biologia desempenha um papel enorme nisso também.
Cientistas descobriram que uma causa provável para a distinção de gênero é exposição hormonal durante o desenvolvimento pré-natal. Um estudo com ratos descobriu que ratos machos expostos a hormônios anti-macho durante a infância ficam menos agressivos do que a média dos ratos machos ao longo da sua vida útil.
Estes hormônios poderiam desempenhar um papel estruturalmente diferente nas composições de cérebros de homens e mulheres. Os homens tendem a experimentar uma maior estimulação no hipocampo esquerdo, e as mulheres no hemisfério direito. Isso resulta em mulheres com excelência em linguagem, e homens que têm o maior noção de espaço, por exemplo.

8. Desenvolvimento moral

teoria psicologica 8
Nós podemos achar que controlamos o desenvolvimento de nossa moral. Mas, pelo menos de acordo com as teorias de Piaget e Kohlberg, a verdade é que a moralidade aumenta em estágios conforme ficamos mais velhos. Se algo bloqueia a progressão para a próxima fase, então o seu desenvolvimento moral fica sensivelmente prejudicado.
Kohlberg desenvolveu uma teoria da progressão moral em três etapas. Ele estudou meninos com idades entre dez aos dezessete anos, e ofereceu a eles um dilema. O pesquisador contou uma história sobre um homem cuja esposa estava morrendo de câncer. Como o marido não podia pagar a sua medicação, ele a roubou. Os meninos então explicaram o que eles pensavam que era a coisa certa a fazer.
Depois de estudar as suas respostas, Kohlberg elaborou a sugestão de que existem três níveis de desenvolvimento moral. A primeira é a fase de pré-convencional, quando as crianças não têm qualquer empatia com os outros e sua única motivação para fazer o bem é de medo de punição.
A segunda é a fase convencional, quando a motivação da criança vem de querer ser considerada como boa aos olhos dos outros. E a última etapa é a pós-convencional, quando a pessoa começa a questionar a autoridade, pensar de forma independente e entender que os direitos individuais, por vezes, têm consequências coletivas.

7. Puberdade

teoria psicologica 7
Aquele período maravilhoso (só que não) em que somos afetados pela puberdade desempenha um papel importante nas personalidades que temos hoje. O início da puberdade inflama uma forma de egocentrismo, ou autoconsciência.
Algumas crianças se preocupam que eles estão se desenvolvendo muito rapidamente, e outras que estão em desenvolvimento mais lento que a média. Como passamos pela puberdade em diferentes idades, a maturidade é atingida em momentos diferentes também.
Um estudo descobriu que os meninos que amadurecem sexualmente mais cedo do que os seus pares muitas vezes desenvolvem maturidade social antes também, e são percebidos como líderes de seu grupo.
Meninos do outro lado da moeda tendem a se tornarem mais hostis, socialmente retirados e propensos a desenvolver problemas de comportamento.
O aspecto negativo para as meninas é um pouco mais complicado. Alguns estudos têm indicado que as meninas que amadurecem sexualmente mais cedo são mais propensas a serem percebidas como tendo um status mais elevado em encontros sociais; por outro lado, elas também são mais propensas a participar de atividades de quebra de regras, como roubar, enganar e abusar do álcool.

6. Orientação sexual

teoria psicologica 6
Os gays são gays porque eles escolhem? Eles têm uma orientação sexual predisposta? Embora este seja um tema amplamente debatido, psicólogos concordam que a homossexualidade é, pelo menos parcialmente, biologicamente determinada.
Ao contrário do que vimos nas questões de gênero, os hormônios não parecem desempenhar um papel importante na orientação sexual. Estudos descobriram que os homossexuais podem ter o mesmo nível de testosterona que os homens heterossexuais. Isso é importante, porque mostra que você não pode “consertar” uma pessoa gay, bombardeando-a com uma dose ridiculamente alta de hormônios.
Infelizmente, a resposta é que ainda não sabemos exatamente certos o que determina nossa sexualidade. Mas, curiosamente, os homens homossexuais são mais propensos a ter um irmão mais velho do que os homens heterossexuais. Esta estatística conta apenas para irmãos nascidos da mesma mãe e, surpreendentemente, quanto mais irmãos mais velhos uma pessoa têm da mesma mãe, maiores são as suas chances ser gay.
Uma possível explicação é que cada vez que uma mãe está grávida de um menino, seu sistema imunológico torna-se bombardeado com proteínas encontradas apenas nos machos. A exposição extrema leva a anticorpos maternos contra essas proteínas, o que afeta o desenvolvimento do cérebro do feto. Este pode ser um dado controverso se alguma vez comprovado, porque pode levar as pessoas a acreditarem que a homossexualidade é uma síndrome que pode ser medicamente prevenida.

5. Agressão

teoria psicologica 5
Existe uma ideia comum de que os níveis mais elevados de testosterona podem causar maiores níveis de agressão, e isso tem sido aceito na comunidade médica por um bom tempo. Alguns criminosos sexuais condenados foram também tratados com a terapia anti-androgeno, na esperança de que isso diminuiria impulsos de agressão causados pela testosterona. Embora essa correlação seja comprovada em certa medida, os psicólogos também descobriram que o oposto é verdadeiro em alguns estudos de caso.
Eles descobriram que os níveis de testosterona no sangue de um grupo de cinco homens, que estavam confinados em um navio durante duas semanas, mudaram ao longo do tempo conforme os homens estabeleceram uma ordem de classificação de dominância. Quanto maior era a classificação do homem, seus níveis de testosterona aumentavam. Isso sugere que o nosso ambiente externo pode realmente mudar a composição química do nosso corpo, o que permite que nos tornemos as pessoas que precisamos ser a fim de cumprir um determinado papel social estabelecido.

4. A “tríade do mal”

teoria psicologica 4
Alguns cientistas acreditam que nossos traços de personalidade são, em grande parte, genéticos – portanto, inerentes à nossa biologia. Para estudar mais essa questão, pesquisadores compararam um grupo de gêmeos fraternos com um grupo de gêmeos idênticos com base em cinco traços de personalidade, incluindo extroversão, estabilidade emocional, consciência, afabilidade e abertura a novas experiências. Os resultados foram bastante previsíveis: gêmeos idênticos eram muito mais semelhantes entre si do que gêmeos fraternos.
A conclusão disso é que os nossos traços de personalidade são, pelo menos parcialmente, genéticos.
O que acontece se a sua personalidade é determinada por um grupo desagradável de genes? Psicólogos têm chamado isso de “Tríade do Mal”, que implica em três características conhecidas como maquiavelismo (sendo que a pessoa se torna um manipulador sem escrúpulos), psicopatia (quando a pessoa passa a exibir uma falta de empatia e um alto nível de impulsividade) e narcisismo.
Uma pessoa com azar de ser sorteada pela tríade do mal na loteria genética geralmente se torna um criminoso impiedoso, inteligentíssimo e de coração frio. De fato, os indivíduos que apresentam esses traços de personalidade compõem o principal tipo de criminosos.

3. O que é bonito é bom

teoria psicologica 3
Isso é uma tristeza que a gente conhece bem em época de eleições. Quem não se lembra de pessoas falando que votariam no Collor porque “ele é bonito”? Infelizmente, a maioria das pessoas bonitas colhem benefícios adicionais na nossa sociedade.
Embora na superfície sabemos que a atratividade não sugere qualquer traço de personalidade em particular, na maioria das vezes ainda nos enganamos.
No Canadá e nos EUA, as pessoas atraentes são geralmente vistas como mais felizes, mais inteligentes e mais socialmente qualificadas. Em seguida, vem o resto de nós.
A maioria simplesmente não quer ser vista como superficial e, portanto, minimiza a importância de atratividade física. Naturalmente, é possível que nossas percepções estejam certas mesmo, uma vez que tendem a ser autorrealizáveis. Pessoas atraentes podem de fato ser mais felizes e mais socialmente qualificadas, justamente porque foram favorecidas por todos nós durante toda a vida.

2. Excitação fisiológica

teoria psicologica 2
Romances dos filmes de Hollywood são melodramáticos, para dizer o mínimo. O amor sempre parece sobre uma combustão espontânea nos lugares mais inconvenientes, como no meio de uma zona de guerra, por exemplo. Mas, de acordo com psicólogos, estas situações tensas podem realmente ser catalisadores para atração.
Um estudo recente colocou uma mulher gostosona para entrevistar estudantes universitários do sexo masculino enquanto eles caminhavam por uma ponte frágil. Então, para estabelecer uma comparação, a mesma mulher entrevistou homens caminhando por uma ponte resistente e estável. A mulher deu a cada homem seu número de telefone, e disse-lhes que eles poderiam ligar caso tivessem alguma dúvida sobre a entrevista.
Os homens entrevistados na ponte “da morte” se mostraram muito mais propensos a ligarem. Logo, a conclusão dos pesquisadores é que é possível que os homens que atravessaram a ponte frágil tenham tido uma experiência de elevada excitação geral e, subconscientemente, atribuíram essa excitação a mulher, o que aumentou a percepção da sua gostosura.

1. Ah, o amor…

teoria psicologica 1
Seria impossível terminar essa lista sem falar do sentimento que tem razões que a própria razão desconhece. Pois muito bem, eu tenho uma pergunta capciosa: como você sabe que você está apaixonado?
Alguns psicólogos chegaram à conclusão de que esse sentimento existe quando a pessoa sente cinco elementos distintos: a necessidade de intimidade com a pessoa; um sentimento de paixão com ela; pensamentos obsessivos sobre ela; dependência emocional; e uma sensação de êxtase se a pessoa parece retribuir.
As meninas de quatorze anos de idade que estão entre nós sem dúvida concordam fortemente com esses itens.
Então, vou melhorar a pergunta: o que faz você se apaixonar por alguém?
Além dos fatores óbvios, tais como a aparência física e simetria facial (?), também parece que geralmente as pessoas amam pessoas que são semelhantes a elas mesmas. Um estudo demonstrou que a maioria dos casais de longa duração eram semelhantes entre si em aparência, ideologia e inteligência.
Aparentemente, os opostos não se atraem, afinal. [listverse]

Fonte: Hypescience
Somos muito bons em destruir o nosso planeta, mas podemos fazer melhor: podemos estragar tudo a um nível solar. Veja 12 maneiras (altamente especulativas!) pelas quais poderíamos fazer alguns danos sérios, embora não intencionais, a nossa vizinhança estelar:

12. Desastre com acelerador de partículas

formas de acabar com o sistema solar 12
Ao desencadear acidentalmente formas exóticas de matéria a partir de aceleradores de partículas, corremos o risco de aniquilar todo o sistema solar.
Mas não se preocupe – não é como se isso fosse provável. Apesar de hipóteses terem sido levantadas quando o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) foi construído, vários cientistas e o Grupo de Avaliação de Segurança do LHC concluíram que o acelerador não representa qualquer perigo.
Anders Sandberg, um pesquisador da Universidade de Oxford, concorda que um desastre envolvendo o acelerador de partículas é duvidoso, mas adverte que, se strangelets (“matéria estranha” – uma forma hipotética de matéria contendo muitos quarks estranhos pesados) fossem de alguma forma desencadeados por colisões, “seria ruim”.
Com a tecnologia atual, o LHC é incapaz de produzir matéria estranha. Porém, em algum experimento futuro, seja na Terra ou no espaço, talvez possamos produzir o material. Por exemplo, acredita-se que matéria estranha exista no interior das estrelas de nêutrons. Se tentarmos recriar as condições dos seus núcleos, tudo pode ir para o beleléu muito rápido.

11. Projeto ruim de engenharia estelar

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Nós também poderíamos destruir o sistema solar danificando severamente o sol ou sua dinâmica durante um projeto de engenharia estelar.
Alguns futuristas especulam que os humanos vão embarcar em projetos de engenharia estelar daqui milhares de anos, incluindo criação estelar. David Criswell da Universidade de Houston (EUA) descreveu a criação estelar como o esforço para controlar a evolução e as propriedades das estrelas, incluindo tentativas de prolongar sua vida útil.
Para fazer com que uma estrela queime menos rapidamente e, portanto, dure mais tempo, os futuros engenheiros estelares teriam que remover o excesso de massa (grandes estrelas gastam combustível mais rápido). Mas o potencial para uma catástrofe é significativo. Por exemplo, os esforços para remover a massa do sol poderiam criar efeitos explosivos bizarros e perigosos, ou resultar em uma diminuição de luminosidade fatal. Também poderia ter um efeito pronunciado sobre as órbitas planetárias.

10. Tentativa falha de tornar Júpiter em uma estrela

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Há uma hipótese louca de transformar Júpiter em uma espécie de estrela artificial. Mas na tentativa de fazê-lo, poderíamos destruir o planeta e acabar com a vida na Terra.
O astrofísico Martyn Fogg propôs “estrelificar” Júpiter como um primeiro passo para a terraformação dos seus satélites. Para fazer isso, os seres humanos futuros semeariam Júpiter com um minúsculo buraco negro primordial. O buraco negro teria que estar perfeitamente dentro do limite de Eddington para produzir “energia suficiente para criar temperaturas eficazes sobre Europa e Ganimedes, semelhantes aos valores na Terra e em Marte, respectivamente”.
É uma ótima ideia, se ignorarmos os seus riscos. Por exemplo, o buraco negro poderia crescer fora de controle e, eventualmente, absorver Júpiter em uma explosão de radiação que esterilizaria todo o sistema solar.

9. Estragar a dinâmica orbital dos planetas

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Se começarmos a mexer com a localização e massa dos planetas ou outros corpos celestes, como sugere a engenharia estelar, corremos o risco de perturbar o delicado equilíbrio orbital do sistema solar.
Na verdade, a dinâmica orbital do nosso sistema é surpreendentemente frágil. Estima-se que mesmo a menor perturbação possa resultar em movimentos orbitais caóticos e potencialmente perigosos. A razão para isto é que os planetas estão sujeitos a ressonâncias, que é o que acontece quando dois períodos orbitais assumem uma relação numérica simples (por exemplo, Netuno e Plutão estão na proporção de 3:2 de ressonância orbital, com Plutão completando duas órbitas para cada três de Netuno).
O resultado é que dois corpos podem influenciar um ao outro, mesmo quando estão muito distantes. Encontros íntimos regulares podem resultar no objeto menor se desestabilizando e saindo de sua órbita original, talvez até mesmo arruinando todos os objetos do sistema solar no processo.
Tais ressonâncias caóticas poderiam acontecer naturalmente, ou poderiam ser instigadas.

8. Manobra imprudente de um motor de dobra

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Uma nave espacial impulsionada por um motor de dobra seria fantástica, sem dúvida, mas também seria extremamente perigosa. Qualquer objeto, como um planeta, no ponto de destino dessa nave estaria sujeito a enormes explosões de energia.
Também conhecido como motor de Alcubierre, um motor de dobra geraria uma bolha de energia negativa em torno dele, expandindo o espaço e o tempo atrás da nave e empurrando-a a velocidades não limitadas pela velocidade da luz. Lamentavelmente, porém, esta bolha de energia tem o potencial de fazer alguns danos sérios.
O espaço não é apenas um vazio entre o ponto A e o ponto B. Em vez disso, é cheio de partículas que têm massa (bem como algumas que não têm). Estas partículas podem ser “varridas” para dentro da bolha e focadas em regiões na frente e atrás da nave. Quando o veículo desacelerar, então, essas partículas serão liberadas em explosões energéticas. A explosão pode ser suficiente para destruir qualquer coisa diretamente na sua frente, mesmo que a viagem tenha sido curta.

7. Acidente em um buraco de minhoca artificial

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Usar buracos de minhoca para contornar os limites de viagens espaciais interestelares soa muito bem na teoria, mas na prática pode abrir um buraco no espaço-tempo.
Em 2005, o físico nuclear iraniano Mohammad Mansouryar delineou um esquema para a criação de um buraco de minhoca. Ao produzir quantidades suficientes de matéria exótica, ele teorizou que poderia fazer um furo através do tecido cosmológico do espaço-tempo e instituir um atalho para naves espaciais.
Porém, como Anders Sandberg apontou, há potenciais consequências negativas desse ato. Primeiro, esses buracos de minhoca precisam de massa-energia (possivelmente negativa) na escala de um buraco negro do mesmo tamanho. Em segundo lugar, loops de tempo podem fazer com que partículas virtuais se tornem reais e destruam o buraco de minhoca em uma cascata de energia. Além disso, onde começa e termina esse buraco? Se uma extremidade for próxima ao sol, isso poderia “matá-lo”, ou, o que ainda é péssimo, esterilizar completamente o sistema solar.

6. Um erro catastrófico de navegação

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Se optarmos por mudar o nosso sistema solar de vizinhança em um futuro distante, corremos o risco de destruí-lo completamente.
Em 1987, o russo Leonid Físico Shkadov propôs um conceito apelidado de “Shkadov Thruster” que poderia literalmente mover todo o nosso sistema solar e tudo o que está dentro dele para um sistema estelar vizinho. Daqui muito tempo, isso permitiria que trocássemos um sol morrendo por uma estrela mais nova.
A configuração Shkadov Thruster é simples (em teoria): um espelho em forma de arco colossal, com o lado côncavo virado para o sol. Esse espelho seria colocado a uma distância arbitrária onde a atração gravitacional do sol fosse equilibrada pela pressão externa de sua radiação. O espelho se tornaria assim um satélite estável e estático.
A radiação solar refletida pela superfície interna curva do espelho voltaria em direção ao sol, efetivamente empurrando a nossa estrela usando sua própria luz. Pronto, a humanidade está pronta para uma fuga galáctica. E o que poderia dar errado, certo?
Claramente, muitas coisas. Poderíamos calcular mal e deixar o sistema solar perdido pelo cosmos, ou mesmo poderíamos ser esmagados diretamente contra outra estrela.
Se um dia de fato desenvolvermos a capacidade de nos mover entre as estrelas, também precisamos descobrir como manipular ou influenciar a infinidade de pequenos objetos localizados nos confins do nosso sistema solar. Definitivamente vamos ter que ter cuidado para não desestabilizar coisas como o cinturão de Kuiper ou a nuvem de Oort, ou vamos ter que nos esquivar de zilhões de cometas.

5. Receber visitas de aliens do mal

formas de acabar com o sistema solar 5
Todos nós estamos morrendo de curiosidade para saber se aliens existem ou não, mas considere isso: todos os nossos esforços para encontrá-los, ou, pior, para atrai-los para a Terra, podem dar muuuuuito errado. Afinal de contas, quem garante que eles serão bonzinhos? Mais provavelmente, eles vão querer nos dominar. Veja aqui por quê.

4. O retorno de sondas mutantes

formas de acabar com o sistema solar 4
Digamos que a gente envie uma frota de sondas de von Neumann (máquinas autorreplicadoras) para colonizar a galáxia. Supondo que elas possuam qualquer mínimo erro de programação, ou que alguém crie deliberadamente uma sonda que possa evoluir, essas máquinas podem sofrer mutações ao longo do tempo e se transformar em algo o qual não queremos enfrentar.
Eventualmente, nossos dispositivos inteligentes poderiam voltar para nos assombrar, rasgar o nosso sistema solar em pedaços ou sugar nossos recursos, levando-nos à extinção.

3. Desastre interplanetário do tipo gosma cinzenta

formas de acabar com o sistema solar 3
Algo semelhante a sondas espaciais autorreplicantes, há também o potencial para algo muito menor, mas igualmente perigoso: nanobots autorreplicantes. Um “desastre do tipo gosma cinzenta”, onde um enxame incontrolável de nanobots ou micro robôs consumem todos os recursos planetários para criar mais cópias de si mesmo, não precisa ser confinado ao planeta Terra. Tal enxame poderia pegar uma carona a bordo de uma nave espacial ou até mesmo se originar no espaço como parte de algum megaprojeto, e transformar todo o sistema solar em uma gosma sem vida.

2. Superinteligência artificial querendo nos colonizar

formas de acabar com o sistema solar 2
Um dos perigos de criar superinteligência artificial é que ela tem o potencial para fazer muito mais do que apenas extinguir a vida na Terra; ela poderia se espalhar por todo o sistema solar e além. Se forem mais inteligentes do que nós, esses “seres” saberão que podem nos dominar e se tornar os novos “reis do universo”. E sabe-se lá o que vão querer fazer com ele.

1. Acabar com o sentido do sistema solar

formas de acabar com o sistema solar 1
No momento, somos os únicos seres vivos habitando todo o universo – pelo que sabemos. Mas podemos ser extintos, provavelmente por nós mesmos, que não cuidamos bem do nosso planeta e gostamos de travar guerras nucleares. E o que vai acontecer se a espécie humana desaparecer? Indiretamente, acabaremos com toda a graça do brilhante sistema solar, que parece de alguma forma muito especial por ter permitido a vida como a conhecemos no meio de tanto espaço vazio.
Todo mundo já sentiu amor, seja por um objeto, por uma pessoa, por um ídolo, por um hobbie, por uma música, ou por qualquer outra coisa que lhe de satisfação o suficiente. Mas é difícel explicar a grosso modo o que é o amor, você pode demonstrá-lo, mas e escrever o que ele é? Pode-se até falar, que o amor é o sentimento que temos de alta afeição, a algo, quando queremos cuidar, sentimos feliz em ter-lo, e que esta coisa exista, mas para falar a verdade, se explicarmos de maneira tradicional entramos num infinito ciclo vicioso.

O amor desencadeia um conjunto de sentimentos e sensações que nos confundem, fazem nos suar, sorrir, sentir raiva, ciúmes, respiração falhar, coração bater mais forte, suor, nervosismo e etc. Mas o que a ciência tem a dizer sobre o que é o amor.

A grosso modo cientificamente falando o amor não passa de química do nosso cérebro, estimulos nervosos, uma conexão efêmero com outro ser ou objeto.

O amor é um complexo fenômeno neurobiológico, baseado em atividades cerebrais que desencadeiam sensações como desejo, confiança, prazer, felicidade, e a sensação de recompensa, envolvida com mensageiros químicos, ou seja, o amor, falando a grosso modo, é um sensação química-reativa do nosso corpo em relação a outro corpo (ou até a nós mesmos, narcisisticamente falando).

Os códigos químicos de amor e ódio, têm origem em sua infância. Àqueles que mais recebem estes elementos, obviamente, maiores reservas acumulam. Os filhos mais amados, terão maior suporte a oferecer também o amor. Contudo, o amor ilimitado pelos pais, promove uma maior performance dos quimioreceptores que conduzam à área de leitura do prazer, tornando-os menos resistentes às emoções desfavoráveis. Todavia, maiores serão à assimilação desse conjunto. O egocentrismo gerado, poderá dificultar a este ser, dividir o amor recebido. O amor condicionado, assume desdobramentos transferenciais. Desloca-se de uma pessoa para outra.

O amor compensatório, pode, facilmente, ser identificado pelo dito popular "dou-lhe o pão em troca de um beijo". Tantos pães serão ofertados, que em algum momento, sem antes que se lhe ofertemos, o beijo será antecipado, pela simples lembrança do pão. E com o decorrer do tempo, pão e beijo deixarão de ser associados. Permanecendo, tão somente, os hábitos criados. Tanto a oferta do pão quanto o beijo, ocorrerão natural e espontaneamente. Dificultando, ao observador mais atento, a identificação da origem condicionada. O desdobramento do amor condicionado pela transferência, assume o caráter de um amor compensatório. Este, pode ganhar expansão em objetos e animais, como extensão da origem direta. (Papai ou mamãe identificavam-se com algo e eu passo também a gostar).

Quando o amor condicionado passa a gerar mitos e artes, perde o status transferencial direto, reservando-se a um plano resgatável, não dispersivo. Mas, isto sim, canalizador, ao qual atribuímos um caráter de sublimativo. A sublimação não deixa de ser compensatória, como esta, também não deixa de ter uma origem condicionada.

Para aprofundarmo-nos em uma perspectiva química do amor, necessitamos primeiramente entender alguns aspectos da eletroquímica humana. Como por exemplo, que um mesmo potencial energético, em nossa neurofisiologia, pode, ora contar com um aspecto elétrico e em momento seguinte, químico. Mister é o esclarecimento do som como resultante da leitura fisiológica humana de ondas. Não existindo o som propriamente dito. O que percebemos, são ondas, que, em nossa neurofisiologia, é traduzido como o som que conhecemos. Não menos necessário, é sabermos serem os seres e objetos dotados de energia.
Resta-nos ainda saber que os seres, através da leitura ótica, auditiva, olfativa e gustativa, sintetizam, quimicamente, códigos em seu interior, com valor potencial de equivalência reativa-experiencial, correspondente ao primeiro contato com cada elemento constitutivo dos meios de sua criação.

O cheiro de alguém por exemplo, quando o sentimos, são em realidade, partículas volatizadas, suspensas no ar e por nós, através de quimiorreceptores, interiorizadas e decodificadas, passando-se a identificar, por equivalência química, o elemento de origem.

Tudo quanto vemos, cheiramos, ouvimos e provamos, fazem com que se gere em nossa estrutura cerebral, códigos químicos, com valores potenciais determinados e relativa inferência intrapsíquica. Dessa forma, mantemos codificadamente em nosso interior, sons, imagens e gostos de tudo quanto exista externamente. Frente a valores equivalentes, os e identificamos e aos correspondentes, reagimos.

O amor, pode ser entendido cientificamente, como o resultado de perspectivas geradas e com o tempo correspondidas, em equivalência química, a partir de códigos também químicos resultantes de agradáveis experiências pessoais vividas na infância. Sob tais bases e banco de códigos de retenção das informações e estímulos acumulados ao longo de toda uma vida, apóia-se a busca do elemento decodificador correspondente ou, do amor.

No cérebro humano, armazenam-se códigos químicos capazes de determinar uniões ideais. Trata-se de valores interiorizados que reagem positivamente a determinados estímulos de equivalência. E contrariamente, na carência ou excesso, dos potenciais que formam o lastro químico de suas experiências.

No cérebro humano atuam 100 bilhões de células nervosas. Suas interconexões chegam a marca de cem trilhões de circuitos. Atualmente, identificamos 11 grandes redes sinápticas que compreendem 46 estágios psicomaturacionais evolutivos. Ainda que tenhamos centros nervosos para cada tipo de atividade, e receptores não menos específicos. Todos, entre si, atuam reciprocamente, na menor exigência que envolva o nosso ser. Mesmo que ao sistema límbico concentrem os estímulos concernentes ao humor e as emoções, há uma comunicação deste, por exemplo, com o hipotálamo, responsável pelo controle da temperatura. Uma emoção muito forte, via nervo simpático, pode atingir o Sistema Nervoso Autônomo, atuando por desdobramentos em outras áreas e regiões do organismo.
Ao desdobramento da neuro-química emocional, ao refratar-se a outros setores da estrutura animal, denominamos psicossomatologia. Existindo de fato. Pois envolvem processos químicos dispersivos. Um quantum de energia químio-emocional, fragmentado neurofisiologicamente a outros órgãos, é melhor assimilado do que sem essa válvula somática de dispersão do foco.

Ao amor, enquanto reação química em cadeia social-individual, pode conduzir os destinos da Humanidade.
  
Sinais que cientificamente provam que você estã amando, ou estã apaixonado:

Às vezes, você pode achar que está apaixonado, mas não está. A ciência tem como te dizer – ou pelo menos é o que alegam cientistas que dizem ter identificado exatamente o que significa “se apaixonar”.

O único

Quando você está apaixonado, começa a pensar que seu amado é o escolhido, o único certo para você. A crença é acoplada a uma incapacidade de sentir a paixão romântica por outra pessoa. Fisher e seus colegas acreditam que esta mentalidade resulta em níveis elevados de dopamina – uma substância química envolvida na atenção e foco – no seu cérebro.

Ele(a) é perfeito(a)

As pessoas verdadeiramente apaixonadas tendem a se concentrar nas qualidades positivas de seu amado, ignorando seus traços negativos. Também se concentram em eventos triviais e objetos mundanos que lembram seu amado, sonhando acordados com essas pequenas lembranças e momentos preciosos. Esta atenção concentrada também resulta em níveis elevados de dopamina, bem como de norepinefrina, uma substância química associada à memória aumentada na presença de novos estímulos.

Desastre emocional

Se apaixonar notadamente leva a uma instabilidade emocional e fisiológica. Você salta entre alegria, euforia, aumento da energia, insônia, perda de apetite, tremores, coração acelerado, respiração acelerada, bem como ansiedade, pânico e sentimentos de desespero quando seu relacionamento sofre até mesmo o menor contratempo. Essas mudanças de humor são bastante parecidas com o comportamento dos viciados em drogas. De fato, quando pessoas apaixonadas veem fotos de seus queridos, as mesmas regiões do cérebro que a de um viciado são ativadas. Estar apaixonado, segundo os pesquisadores, é uma forma de vício.

“Superar desafios nos aproximou”

Passar por algum tipo de adversidade com outra pessoa tende a intensificar a atração romântica. A dopamina pode ser responsável por essa reação, já que pesquisas mostram que, quando uma recompensa é atrasada, neurônios produtores de dopamina na região central do cérebro tornam-se mais produtivos.

Obsessão

Pessoas apaixonadas dizem gastar, em média, mais de 85% de suas horas acordadas refletindo sobre seu “objeto de amor”. “Pensamento intrusivo”, o termo pelo qual este tipo de comportamento obsessivo é chamado, pode resultar da diminuição dos níveis de serotonina no cérebro, uma condição que já foi associada com o comportamento obsessivo anteriormente. Transtorno obsessivo-compulsivo, inclusive, é tratado com inibidores de recaptação da serotonina.

Juntos ou nada

Pessoas apaixonadas regularmente apresentam sinais de dependência emocional em seu relacionamento, inclusive possessividade, ciúme, medo de rejeição e ansiedade de separação. “Gostaria que pudéssemos ficar juntos o tempo todo” é um pensamento comum.

Para sempre

Elas também anseiam por uma união emocional com o amado, buscando maneiras de se aproximar mais do seu querido e sonhando com um futuro juntos.

Qualquer coisa por você

As pessoas que estão apaixonadas geralmente sentem um forte sentimento de empatia para com seu amado, sentindo a dor da outra pessoa como sua própria e se dispondo a sacrificar qualquer coisa pelo seu amor.

Fazer tudo do seu gosto

Apaixonar-se é um sentimento marcado por uma tendência a reordenar suas prioridades diárias e/ou alterar até mesmo suas roupas, maneirismos, hábitos e valores, a fim de se adaptar melhor com os de seu amado.

Exclusividade

Aqueles que estão profundamente apaixonados tipicamente sentem desejo sexual por seu amado, mas há fortes ligações emocionais também: o desejo por sexo é acoplado com possessividade, desejo de exclusividade sexual e ciúme extremo quando o parceiro é suspeito de infidelidade. Cientistas sugerem que essa possessividade evoluiu de modo que uma pessoa apaixonada obrigue seu parceiro a rejeitar outros pretendentes, garantindo assim que o namoro não seja interrompido até a concepção.

Não é sobre sexo

Enquanto o desejo de união sexual é importante para as pessoas apaixonadas, o desejo de união emocional prevalece. Um estudo descobriu que 64% das pessoas apaixonadas (o percentual é igual para ambos os sexos) discordaram da afirmação: “O sexo é a parte mais importante do meu relacionamento”.

Fora de controle

Fisher e seus colegas descobriram que os indivíduos que relatam “estar apaixonados” comumente dizem que sua paixão é involuntária e incontrolável.

Faísca que apaga

Infelizmente, estar apaixonado geralmente não dura para sempre. É um estado impermanente que ou evolui para um relacionamento codependente de longo prazo, que os psicólogos chamam de “apego”, ou se dissipa – neste último caso, o relacionamento se dissolve. Se existem barreiras físicas ou sociais que inibem os amados de verem um ao outro regularmente – por exemplo, se o relacionamento é de longa distância –, a “fase apaixonada” geralmente dura mais tempo.

 Fonte:
  • Hypesciente
  • http://www.academialetrasbrasil.org.br/artamorsobaoticacient.htm
  • http://www.ciencia20.up.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=75:como-se-explica-o-amor&catid=12:perguntas-e-respostas
A alegoria da caverna foi um texto escrito pelo filósofo Platão que levanta muitas questões sobre conhecimento, liberdade, a realidade e o medo. Está escrito em uma passagem do livro VII em "A República".


O mito fala sobre prisioneiros em uma caverna que vivem presos com correntes desde o seu nascimento, e que passam todo tempo olhando para uma parede no fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos. No entanto, as sombras das estátuas que são projetadas na parede, são a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo estes prisioneiros vão dando nomes à essas sombras, e também a regularidade da aparição destas, analisando e julgando as situações.

Certo dia, um desses prisioneiros escapa, e começa a explorar o mundo externo, e ele percebe que toda a vida foi iludido, e que as imagens que ele e seus amigos viam eram apenas sombras de objetos reais. Ele estava afastado da realidade, e seus sentidos haviam sido confundidos e iludidos. Diante de tal conhecimento ele retorna a caverna para repassar as suas descobertas, só que seus companheiros prisioneiros debocham dele, dizendo que está louco, e que era para parar com aquelas maluquices, eles não acreditaram e continuaram a viver da mesma maneira, vendo e acreditando que o mundo é feito de sombras.

Platão 
O que Platão quis dizer é que para ele, as coisas que enxergamos através de nossos sentidos, são apenas sombras de ideias maiores, que não devemos ficar preso ao mesmo conhecimento, devemos duvidar das coisas, interrogar, explorar e descobrir além. Na nossa sociedade estamos quase sempre presos as mesmas ideias, culturas, tradições e hábitos, estamos acostumados com as noções que nós não reflitamos para fazer juízo corretos delas, muitos só acreditam naquilo que lhe foi transmitido. Só é possível conhecer a realidade extrema quando nos libertamos das correntes da sociedade conservadora, das mesmas ideias compradas, e das mesmas influências. Temos que descobrir por nós mesmos a realidade e o conhecimento.
De acordo com a ciência, ser um adolescente é uma merda. Não que você precise da ciência para chegar a essa conclusão, mas ela pode ajudar com outras coisas. Se você pudesse voltar atrás, além de dar um tapa na sua própria cara adolescente idiota (f***-** o efeito borboleta), você poderia ter se preocupado bem menos por saber de alguns fatos como:

5. Quem demora para fazer sexo tem maior satisfação de vida mais tarde

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Quando você é adolescente, ser o único virgem da turma parece uma coisa ruim. Mas certamente não é. Ter relações sexuais mais tarde do que a maioria das pessoas pode na verdade ser melhor para você.
Um estudo feito pela Universidade do Texas (EUA) descobriu que as pessoas que perderam a virgindade em um período definido como tardio (no estudo, mais de 19 anos) tenderam a atingir um nível mais elevado de educação, uma renda maior e um maior nível de satisfação com seu relacionamento romântico durante a idade adulta do que as pessoas que perderam a virgindade em uma idade média (15 a 19) ou precoce (antes dos 15).
Explicações possíveis incluem escolhas de parceiros mais seletivas, evitar experiências de relacionamentos adolescentes negativas e maior maturidade cognitiva e emocional. “As pessoas que tiveram relacionamentos íntimos na vida adulta jovem, depois de terem acumulado maturidade cognitiva e emocional, podem aprender habilidades de relacionamento mais eficazes do que os indivíduos que aprendem a ter relacionamentos íntimos enquanto ainda adolescentes”, diz o estudo. Ou seja, você é mesmo uma criança, você realmente não sabe nada da vida e de relacionamentos, então é melhor ficar na sua.

4. Timidez não tem nenhuma influência sobre sua vida romântica, e pode ser bom para você

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Timidez é a maldição de todos os adolescentes que desejam ter uma vida social normal. Isso porque ela não parece ter nenhum lado bom: não é como se ser tímido fosse te ajudar a ser popular na escola ou atraente para parceiros sexuais.
Bem, temos uma boa notícia: um estudo realizado em 2007 mostrou que o nível de timidez de uma pessoa não tem influência sobre sua vida romântica. Se alguém é tímido, há sempre outro alguém mais do que disposto a dar o primeiro passo.
Tímidos também namoram. No entanto, vale notar que a timidez foi correlacionada com dois tipos de estilos românticos: o amor afetuoso que se desenvolve a partir de amizade, e a mania, um tipo obsessivo e possessivo de amor (do qual é melhor ficar longe).
E há um benefício da timidez: uma coisa chamada de sensibilidade sensorial, um traço de personalidade caracterizado por sensibilidade a estímulos de qualquer tipo, incluindo pistas sociais e emocionais. Indivíduos com essa característica têm vidas interiores mais ricas e complexas do que a dos outros, e são melhor equipados para perceber sutilezas em seu ambiente. No geral, quem tem sensibilidade sensorial tem maior consciência de estímulos sutis, maior atenção e maior reatividade sensorial.

3. “Papo de meninas” pode levar à depressão

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Se você não gosta de fofocas, de ficar contando tudo o que acontece na sua vida, de ficar ruminando sobre seus problemas com suas amigas, a ciência está do seu lado – apesar de você ter sido excluída do seu grupinho social.
Em 2011, alguns pesquisadores da Universidade de Missouri (EUA) analisaram como o ato de conversar com amigos sobre os problemas uns dos outros era visto por meninas e meninos adolescentes, e qual o impacto disso sobre seu bem-estar. Eles descobriram que os homens geralmente veem a atividade como um desperdício de tempo – nada surpreendente.
Meninas, por outro lado, faziam esse tipo de coisa mais ou menos na mesma frequência com que respiravam. Mais importante, porém, é o efeito que isso tinha sobre elas: meninas que participavam dessas rodinhas de conversa frequentes eram muito mais propensas a desenvolverem problemas com depressão e ansiedade do que as meninas que eram menos sociais.
Os cientistas acham que muitas meninas falam sobre seus problemas em um ritmo não saudável, o que aumenta a quantidade de tempo que passam focando nesses problemas, o que por sua vez faz com que eles pareçam muito piores do que realmente são.

2. Sim, seus amigos têm mais amigos do que você (mas isso é estatisticamente inevitável)

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Uma preocupação adolescente persistente é a de ser popular e ter bastante amigos. Mas, de uma maneira geral, parece que seus amigos têm sempre mais amigos do que você.
Se você for ao Facebook e contar quantos amigos cada um de seus amigos tem, para em seguida calcular uma média, esse número quase certamente vai ser maior do que o seu número de amigos. Ó, merda, você é impopular!
Não exatamente. Acontece que quase todo mundo pode fazer este exercício, não importa quão popular a pessoa seja, e a média de amigos de seus amigos acaba sendo superior ao seu número de amigos. Culpa da bruxaria profana que é a estatística.
Seus amigos tendem a ser populares, justamente porque são seus amigos. Pense nisso. Quanto mais popular alguém é, mais propenso é que você conheça ela, e que ela seja sua amiga. Como resultado, o número ponderado dos seus amigos acaba com uma média maior do que a sua.

1. As pessoas se preocupam muito menos com seus erros do que você acha

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Se você tropeça na entrada na escola, logo acha que hora do almoço todo mundo vai estar falando sobre isso, cochichando e rindo sobre como você é o maior idiota da escola, perdendo apenas para aquele garoto que conseguiu acidentalmente incendiar o laboratório de computadores.
Mas e se alguém lhe disser que, dentro de 10 minutos, o número de pessoas que se lembram do que lhe parece ser o pior momento de sua vida escolar vai ser cerca de apenas uma, e que uma pessoa vai ser você?
Em 2000, pesquisadores realizaram uma série de experimentos para determinar até que ponto as pessoas achavam que seu comportamento era observado por outros. Os participantes tiveram que usar uma camiseta constrangedora e, em seguida, indicar o número de observadores que eles pensavam que tinham notado isso. Em seguida, os participantes foram colocados em um grupo de pessoas com a tarefa de tomar uma decisão e depois tiveram que relatar a forma como eles achavam que os outros avaliariam suas contribuições.
Os resultados foram bastante conclusivos: quando estavam usando uma camiseta constrangedora, as pessoas previram que o dobro de observadores a tinha notado do que o que realmente aconteceu. E na reunião de grupo, os indivíduos acreditavam que outros iriam julgá-los de forma mais crítica e avaliá-los como tendo feito mais erros de fala e comentários ofensivos do que realmente aconteceu. Paradoxalmente, os indivíduos também acreditavam que seriam mais bem lembrados por suas contribuições positivas.
Cientistas chamaram isso de “efeito do holofote”, fazendo referência a como uma pessoa normal acredita que está sempre no centro das atenções, quando na verdade todo mundo na sala está mais ocupado sendo consciente de seu próprio holofote imaginário.
Enquanto isso significa, infelizmente, que os outros vão provavelmente esquecer suas contribuições positivas quase tão rapidamente quanto possível, também significa que eles vão esquecer os seus colossais erros com a mesma rapidez.

Fonte: Hypescience